Blog

Contrariando governo brasileiro EUA não recomendam Brasil para a OCDE

11 Oct, 2019
EUA não recomendam Brasil para a OCDE e Planalto sente o baque A matéria da Bloomberg caiu feito bomba, em Brasília, ainda ontem pela manhã. “O governo americano decidiu não apoiar a tentativa brasileira de se juntar à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, revertendo uma posição apoiada publicamente durante meses.” Os jornalistas da agência tiveram acesso à carta oficial enviada pelo secretário de Estado Mike Pompeo em agosto, na qual afirma ao comando da OCDE que os EUA apoiariam apenas a entrada de Argentina e Romênia neste momento. A carta oficial, mantida em sigilo, desmente as afirmações públicas da Casa Branca. Uma pessoa do alto-escalão do governo Trump, ouvida pelos jornalistas, confirmou o conteúdo. De acordo com seu depoimento, há simpatia pela entrada do Brasil, mas a prioridade no momento são Argentina e Romênia dadas as reformas econômicas e abertura ao livre mercado adotadas por ambos. (Bloomberg)Oliver Stuenkel, da FGV: “O valor do Brasil para Washington não depende da retórica pró-Trump de Bolsonaro, mas em benefícios geopolíticos tangíveis que o Brasil pode entregar. Trump deseja 1. Ajuda para derrubar Maduro e 2. Ajuda para conter a influência chinesa na América Latina. Há um sentimento crescente, em DC, de que o Brasil não conseguirá oferecer muito. A decisão chave será se o Brasil concordar em banir a Huawei de entrar na infraestrutura 5G.” (Twitter)Míriam Leitão: “A negativa do governo americano é uma derrota ampla do governo Bolsonaro. E isso porque o próprio governo havia valorizado a possibilidade de entrar na Organização, após os EUA prometerem apoio à pretensão brasileira, em março. Agora, o governo tenta minimizar o fato. Mas a tentativa de reduzir o tamanho do fracasso não convence. O secretário-geral adjunto da OCDE, Ludger Schuknecht, disse em evento em São Paulo que o país precisa de reformas para se integrar, mas sem abandonar a responsabilidade ambiental e social. Nisso aí havia um recado contra a política do governo. No mundo hoje não basta prometer ajustar as contas públicas. É isso o que Schuknecht quis dizer. A OCDE reúne 36 países ricos e em desenvolvimento e é um centro de avaliação e debates de políticas públicas. A entrada no grupo funcionaria como uma espécie de selo de qualidade dos países na condução socioeconômica e de questões ambientais.” (Globo)O presidente americano Donald Trump se manifestou a pedido do governo brasileiro. “A afirmação conjunta feita com o presidente Bolsonaro em março deixa claro que apoio o início do processo de entrada do Brasil na OCDE. Os EUA mantém sua afirmação. A matéria é FAKE NEWS!” (Twitter)

Irmã Dulce, santa Dulce dos pobres

08 Oct, 2019
A freira baiana Irmã Dulce será canonizada no próximo domingo, 13 de outubro, pelo Vaticano e se tornará a primeira santa nascida no Brasil. Processo é longo, pode durar vários anos e inclui várias etapas e investigações – no caso de Irmã Dulce, começou em 2000. Ela passará a ser conhecida como Santa Dulce dos Pobres. (Nexo)Irmã Dulce era conhecida por seus projetos sociais de assistência à população carente. Detalhes de sua obra de caridade foram contados no livro Irmã Dulce, a santa dos pobres disponível na (Amazon) lançado em setembro de 2019 com autoria do jornalista Graciliano Rocha.

Profissões do futuro serão humanizadas ou tecnológicas?

02 Oct, 2019
* Profissões do futuro serão humanizadas ou tecnológicas? Os dois Muitas profissões que já foram promissoras hoje estão quase na berlinda. Por outro lado, novas ocupações vão surgir — algumas delas são inimagináveis hoje, mas muitas serão apenas atualizações automatizadas de atividades que já existem e outras vão requerer habilidades essencialmente humanas.Um estudo da McKinsey sugere que, até 2030, de 3% a 14% dos trabalhadores em todo o mundo (75 milhões a 375 milhões de pessoas) terão de mudar de função. E todos os profissionais precisarão se adaptar ao uso de diferentes tipos de tecnologias — mesmo para atividades que não dependem diretamente delas.Só para ficar num exemplo do dia a dia, pense na Uber. Quando ela foi fundada, em 2009, em São Francisco, na Califórnia (EUA), a modalidade de transporte em carro particular de terceiros era dominada pelos táxis. Em 2014, em sua chegada ao Brasil, foi inicialmente menosprezada por aqueles que tinham licenças já estabelecidas para atuar no segmento.E foi justamente aí que ela ganhou espaço, a partir do uso de ferramentas tecnológicas. Muitos similares surgiram e hoje competem no segmento. E os taxistas? Bom, aqueles que adotaram os aplicativos de transporte no dia a dia e desenvolveram capacidades multitarefa, trabalham normalmente, mas os que resistiram a essas mudanças têm enfrentado dificuldades.Além da tecnologia: a busca pela humanidadeDois levantamentos feitos pelo Center for the Future of Work (em 2017 e 2018) apontam 42 funções que devem se destacar nos próximos dez anos. As ideias vieram de macrotendências atuais em diferentes áreas, mercados e tecnologias. E quais habilidades, afinal, serão necessárias ao trabalhador no futuro? As mais variadas — e nem todas são tecnológicas.A discussão sobre o tema começou com uma pergunta prosaica: “o que os humanos vão fazer quando as máquinas fizerem tudo?”. A equipe que desenvolveu o material, então, passou a analisar o comportamento dos indivíduos, não apenas a evolução tecnológica. “Muitas das profissões que apontamos no estudo de 2017 pareciam fantasia no primeiro momento”, diz Eduardo Guerreiro, Head de Digital Business da Cognizant no Brasil.Algumas dessas ocupações já existem, mas seus nomes não foram atualizados — e talvez nem o sejam. É o caso, por exemplo, do conselheiro de comprometimento com a atividade física (muitas vezes chamado de fitness coach), do especialista em gerenciamento de assinaturas, do designer de experiência do usuário (que já lida com tecnologias de voz) e até do criador de jornadas de realidade aumentada.As funções apontadas nos estudos pertencem a uma das três categorias a seguir:• instrução: profissionais que ajudam as pessoas a adquirirem novas habilidades;• cuidado: especialistas que atuam para melhorar a saúde e o bem-estar dos indivíduos;• conexão: responsável pela interação entre homens e máquinas, físico e virtual, comércio e ética, e outros.Isso porque nem todo o desenvolvimento tecnológico foi capaz de eliminar a necessidade que nós, humanos, temos do ‘toque pessoal’. Afinal, a tecnologia deve ser um meio, apenas, não o fim. Em outras palavras, apesar de todo o avanço, não estamos a caminho de uma distopia cibernética: ao contrário, o progresso melhorou nossa vida, mas não retirou nossa humanidade.Criatividade e capacidade analítica: nada as substituiGuerreiro diz que algumas características humanas nunca vão ser substituídas pela tecnologia. “A criatividade e a capacidade analítica, por exemplo”, observa. “O trivial sempre vai ser necessário e a habilidade de criar algo a partir da necessidade é inata no ser humano.”Ele destaca que, no futuro, haverá um interesse grande por atividades pouco tecnológicas. É um movimento cíclico em que a humanidade vai voltar às tarefas simples. “O que percebemos é uma volta da sensibilidade. Afinal, por mais desenvolvida que esteja a tecnologia, quem a usa é o ser humano.”Um dos exemplos de ocupação de baixa tecnologia da era atual é o ajudante de felicidade. Segundo Guerreiro, esse profissional atua no Japão já há alguns anos. “Lá, o índice de suicídio é altíssimo. O ajudante de felicidade auxilia as pessoas a reencontrarem alegria nas coisas simples da vida”, diz.Para quem quer se preparar para os próximos dez anos, uma boa ideia é usar as tecnologias já disponíveis para melhorar algo. “E em tempos de desenvolvimento acelerado da inteligência artificial, é preciso lembrar da ética. Até que ponto um robô é capaz de tomar a decisão correta, já que o fator emocional do ser humano nunca vai ser imitado perfeitamente?”, pondera.Veja, a seguir, nove profissões que devem ganhar espaço até 2029. Se você está em busca de uma ideia do que fazer no futuro, elas podem servir de inspiração: basta decidir se prefere algo altamente tecnológico ou uma opção mais voltada ao contato humano.Administrador de aquisição ética:Cuidar dos recursos, dos desperdícios e da comunidade: é isso que esse profissional faz. Ele é responsável por investigar, monitorar, negociar e estabelecer acordos que permitam alinhar a provisão de itens e serviços com os princípios éticos da companhia.É essencial que ele seja capaz de definir as características do comportamento ético de acordo com o contexto da corporação. Por isso, uma das formações preferidas é a de filósofo — aliada à experiência como negociador e ao interesse por inovação.Arquiteto de marés:Esse profissional vai trabalhar com a natureza, não contra ela. Por isso, deve compreender como o aquecimento global afeta os níveis dos oceanos. Entre as cidades que podem precisar dessa intervenção estão Osaka, Xangai, Alexandria, Rio de Janeiro, Veneza, Nova York e Miami.Um especialista alinhado com essa área é o engenheiro de meio ambiente. E se ele tiver trabalhado em projetos que integram o progresso tecnológico nas cidades ao meio ambiente de forma a causar menos impactos, melhor ainda.Conselheiro de reabilitação de cibercriminosos jovens:O cibercrime é uma realidade. E ele é cada vez mais comum entre os jovens: afinal, a possibilidade de obter dinheiro facilmente — num cenário em que parece não haver vítimas — é muito atraente. O papel desse profissional é ajudar a reabilitar esses indivíduos e, paralelamente, ensiná-los a usar o universo virtual de forma ética.A formação desse especialista pode ser tanto em tecnologia da informação quanto em psicologia. É importante, entretanto, que ele tenha experiência em lidar com jovens. Além disso, deve conhecer as tecnicalidades do cibercrime e os aspectos legais que o envolvem.Curador de memórias pessoais:Os seres humanos vivem cada vez mais e uma solução para que tenham uma melhor experiência quando idosos é a criação de ambientes virtuais em que possam morar. O curador de memórias pessoais desenvolve espaços que simulam experiências passadas e, para isso, precisa ter inteligência emocional aguçada para descobrir memórias importantes perdidas.É preciso que ele seja acolhedor, encorajador e paciente. Deve ter habilidades de comunicação interpessoal e capacidade de empatia, bem como se importar verdadeiramente com o bem-estar alheio. Além disso, precisa ter interesse em inovação e ser um bom contador de histórias.Engenheiro de dados descartados:Todos os dados jogados fora diariamente (que, se somados, certamente atingiriam os peta, exa ou zettabytes) podem virar insights poderosos. É comum, entretanto, que sejam considerados inúteis quando não são usados por mais de 12 meses. Por isso, é preciso analisá-los cuidadosamente e inseri-los nos sistemas pertinentes para que realmente agreguem valor.Experiência com ferramentas de análise de dados e tecnologias de inteligência artificial são importantes para a função. Além disso, espera-se que esse especialista tenha habilidades de comunicação interpessoal e colaboração.Gerente de equipes homem-máquina:A colaboração entre humanos e computadores é uma peculiaridade da nova força de trabalho. Combinar as capacidades de ambos num mesmo ambiente é essencial para garantir que os objetivos da empresa sejam atingidos. Esse administrador deve identificar como homens e máquinas podem interagir em tarefas, processos, sistemas e experiências.Formados em psicologia experimental ou neurociência com mestrado em ciência da computação, engenharia ou recursos humanos podem ser bons candidatos para a função. Esse profissional tem paixão por robótica e, paralelamente, é capaz de fazer o gerenciamento adequado de talentos.Guia de bem-estar financeiro:Com a expansão dos bancos digitais, as opções relacionadas ao tratamento do dinheiro aumentaram. Esse profissional ensina o cliente a otimizar sua vida financeira em meio a tantas opções para que ele possa fazer essa tarefa sozinho de forma eficiente.Para isso, é preciso que tenha capacidade de estabelecer e administrar relacionamentos com os clientes — o que inclui compreender as motivações deles e as diferentes personalidades. Deve, ainda, saber ouvir e fazer as perguntas certas, bem como resolver conflitos e aconselhar. É essencial que conheça regulamentações e políticas do segmento financeiro.Guia de loja virtual:Algumas lojas online são tão grandes que é difícil saber tudo o que oferecem. Esse especialista oferece atendimento e aconselhamento ao consumidor virtual. É importante que ele seja atencioso, mas que não tente vender a qualquer custo: a ideia é garantir a satisfação do cliente a partir do conhecimento sobre o portfólio da loja.Um dos diferenciais desse profissional é conversar de forma natural, não com base em scripts. É preciso ter ensino médio completo e experiência em vendas, bem como habilidades de comunicação e de organização, além de excelente atenção a detalhes. Conhecimento da área específica (moda, decoração, jardinagem e outras) dos produtos da loja é um diferencial.Passeador/Conversador:A expectativa de vida aumentou ao redor do mundo. Com isso, a quantidade de idosos que moram longe de familiares e necessitam de companhia cresceu. Esse profissional pode ir à casa do cliente para conversar ou encontrá-lo para passear — e, mais importante, dar a ele a atenção de que ele necessita.Um bom passeador/conversador sabe ouvir, responder e incentivar o cliente a falar mais: ou seja, sua principal tarefa é prestar atenção. Ele deve ser capaz de usar dispositivos tecnológicos como aplicativos, relógios inteligentes e fones de ouvido sem fio. Além disso, precisa ter habilidades de gerenciamento do tempo e atestado de antecedentes. //Fonte: Roseli Andrion, para o portal Olhar Digital

Menos álcool

02 Oct, 2019
Menos álcool. Pesquisa realizada pela Berenberg Research em 2018 aponta que as gerações mais jovens estão consumindo menos bebidas. A tendência começou com os millennials (os nascidos entre 1981 e 1996). No entanto, são os membros da geração Z (nascidos a partir de 1997) que fazem a diferença. Atualmente, apenas 30,2% dos jovens entre 17 e 18 anos (no último ano do ensino médio) admitem consumir esse tipo de bebida, em comparação com os 54% que o faziam em 1991.Pois é... não é apenas o consumo de álcool. Existe uma diminuição das atividades consideradas adultas entre os adolescentes da geração postmillennial. Eles também preferem não dirigir e têm menos relações sexuais do que as gerações anteriores quando tinham a sua idade, revela um estudo realizado pela Universidade de San Diego e pelo Bryan Mawe College. Em geral, os membros da geração Z preferem ficar em casa a sair, aponta a pesquisa. E qual é a chave do seu entretenimento? As redes sociais. Fica aqui a reflexão.

no verão 2019/2020, o Brasil deverá realizar a 38ª Operação Antártica

02 Oct, 2019
No verão austral 2019/2020, o Brasil deverá realizar a 38ª Operação Antártica (Operantar XXXVI), expedição de pesquisa na Antártida, que vem ocorrendo desde 1982, como parte do Programa Antártico Brasileiro. No entanto, os cortes e contingenciamentos orçamentários do governo federal nas áreas de ciência e educação colocam em risco a continuidade do trabalho dos cientistas brasileiros por lá. Muitos pesquisadores e bolsistas já não poderão participar da Operantar XXXVI, na qual será inaugurada a nova Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), e projetos de pesquisas poderão ser paralisados a partir do ano que vem.

Anunciantes