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Apple TV+ já está no ar

04 Nov, 2019
Apple TV+, o serviço de streaming da Apple, já está no ar. Para assistir à programação é preciso um dispositivo da empresa — iPhone, iPad, AppleTV, iPod Touch ou um computador Macintosh com o último sistema, MacOS Catalina. Mas não é exclusivo. Algumas smart TVs Samsung virão com o app, e ele estará em breve na Amazon Fire TV, além de TVs LG e Sony. Por fim, há também um site para streaming. No Brasil, sai por R$ 9,90 ao mês. Quem comprou recentemente qualquer equipamento da empresa ganha um ano de graça.Sim, é barato. O objetivo inicial é conseguir, rapidamente, um número grande de assinantes. Apple TV+ se soma a outros serviços que a empresa já vende por assinatura — Apple Music, Apple Arcade, Apple News, além de iCloud, o serviço de nuvem. O objetivo é consolidar esta segunda fonte de faturamento. Além da venda de hardware, assinatura de serviços. E serviços que atrelam consumidores ao hardware. Em última instância, é mais dar valor a seu ecossistema de produtos do que competir com Netflix e outras concorrentes. Neste sentido, a estratégia da Apple é similar à da Amazon. Amarra o consumidor numa plataforma.Entre as series que estreiam entra The Morning Show, que parte do movimento feminista #metoo nos bastidores de um programa noticioso matutino para explorar disputas de poder entre uma jovem âncora e a veterana. É a série que puxa a linha — traz Jennifer Aniston e Reese Whiterspoon. Com Jason Momoa, de Aquaman, See narra a história de um mundo pós-apocalipse, no qual a humanidade vive em tribos que voltaram à pré-história. E todos são cegos, até o dia em que nascem crianças que enxergam. O objetivo era buscar um clima Game of Thrones. For All Mankind, por sua vez, narra uma história alternativa na qual a União Soviética alcançou a Lua em 1969, antes dos EUA. Estas três não vieram ao ar completas, só os três primeiros episódios de cada estrearam. Uma quarta série, Dickinson, reconta a história da grande poeta americana Emily Dickinson, que viveu isolada durante o século 19, uma moça considerada excêntrica, posteriormente ícone das causas feminista e LGBT, cuja poesia foi incrivelmente avant-garde. Todos os episódios estão no ar. Há, ainda, Snoopy no Espaço e Ghostwriter uma série sobre crianças que descobrem os livros infantis clássicos através de um fantasma.

Novas espionagens via whatsapp vazaram esta semana

01 Nov, 2019
Badalado por ser em teoria particularmente seguro, o WhatsApp serviu de caminho para que um grupo internacional de hackers invadisse os celulares de autoridades e militares de pelo menos vinte países em cinco continentes. Na terça-feira, o Facebook — dono do app de conversas — entrou com um processo contra o NSO Group, empresa de tecnologia israelense cujo aplicativo de espionagem foi utilizado para explorar uma vulnerabilidade do app. De acordo com a Reuters, entre as vítimas estão pessoas de Emirados Árabes, Bahrain, México, Paquistão e Índia. O WhatsApp alertou as pessoas que tiveram seu dispositivo violado no início da semana.

Filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro sugere golpe e pede desculpas

01 Nov, 2019
Eduardo Bolsonaro sugere golpe e pede desculpas Em entrevista concedida à jornalista Leda Nagle em seu canal no YouTube, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, líder do PSL na Câmara, sugeriu que o Brasil talvez venha a precisar de um novo AI-5. “Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual ao final dos anos 1960, quando sequestravam aeronaves, executavam-se grandes autoridades, cônsules, embaixadores”, afirmou, sem explicar por que algo assim pode vir a acontecer. “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália, alguma resposta vai ter que ser dada. É um inimigo interno, de difícil identificação aqui dentro do país. Espero que não chegue a esse ponto né? Temos que ficar atentos.” O AI-5, que em 1968 marcou o Golpe dentro Golpe, suspendeu direitos constitucionais básicos como o do habeas corpus, estabeleceu censura prévia a imprensa e artes, e deu ao presidente o poder de fechar o Congresso Nacional. O filho Zero Três do presidente já havia falado neste tom, antes. Nunca com tanta clareza. (YouTube)A repercussão foi imediata e veio de todos os lados do espectro político. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia — nascido durante o exílio de seu pai — foi um dos primeiros. “Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes e têm de ser repelidas com toda a indignação pelas instituições brasileiras”, afirmou em nota. “A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras.” O líder no Senado de seu PSL, Major Olímpio, seguiu no mesmo ritmo. “O Brasil carece, justamente, da ampliação da democracia, do respeito, do respeito ao contraditório” obnservou. “Se o deputado que é filho do presidente fala uma coisa dessas... Que haja bom senso em todos e que possamos mirar na melhoria do nosso país.” Alessandro Molon, deputado do PSB, seguiu. “O presidente e sua família foram eleitos pela via democrática e juraram defendê-la.” Com o passar da tarde, a lista de repúdio só aumentou. (G1)Desta vez, e perante a intensa resposta pública, até o presidente da República, seu pai, o renegou — embora de forma ambígua. “Quem quer que seja que fale em AI-5 está sonhando”, sugeriu Jair Bolsonaro. “Olha, cobre você dele?”, falou a um jornalista. Ele tem 35 anos, se eu não me engano. 35 não, tem uns 20. Lamento muito.” Bolsonaro havia o indicado à Embaixada do Brasil nos EUA, a mais longeva democracia do mundo. (Globo)Até que... O próprio Eduardo voltou atrás. “Não existe a menor possibilidade de uma volta do AI-5”, afirmou em vídeo, “e não fico nem um pouco constrangido de pedir desculpas a qualquer tipo de pessoa que tenha se sentido ofendida.” (Facebook)Pois é... O alto comando do Exército vê com preocupação as declarações de Zero Três. Considera que alimentam radicalismo, incitam um clima de convulsão social e tumultuam o trabalho dos militares. De acordo com os generais, a ideia de qualquer tipo de ato institucional não representa a posição dos militares, que buscam se afastar da família presidencial. (Globo)Nessa toada... Incomodou aos generais também a fala de Augusto Heleno, ministro-chefe de Segurança Institucional. Quando ouviu a declaração de Eduardo, Heleno comentou: “Se ele falou, tem de estudar como fazer”, deixando a impressão de que houve endosso. Os militares temem que o general da reserva esteja incorporando a retórica bolsonarista, informa Josias de Souza. (UOL)

Facebook dividido entre anceios dos políticos ou de seus funcionários

29 Oct, 2019
O Facebook está tendo de lidar com um levante interno. A questão ainda é a decisão, por parte do comando da empresa, de permitir que políticos paguem por publicidade de campanha que divulgue informação flagrantemente falsa. Um grupo de funcionários enviou à direção uma carta na qual argumenta que isto vai dinamitar a credibilidade da rede social. “Nós discordamos intensamente desta política”, afirma o texto. “Não protege a expressão, ao invés disso permite que políticos transformem a plataforma em uma arma para que dirijam o que dizem a um público que considere políticos confiáveis.” A empresa divulgou uma resposta oficial. “A cultura do Facebook é baseada em abertura e, por isso, respeitamos o fato de que funcionários expressem suas ideias num tema tão importante. Permanecemos comprometidos a não censurar a fala política, e seguiremos explorando o que mais pode ser feito para aumentar a transparência na publicidade política.”

Dica cultural para o fim de semana- roma 28 céculos de história

18 Oct, 2019
Poucas cidades no Ocidente têm uma história como a de Roma. Por isso mesmo, escrever esta história de 28 séculos nada tem de trivial. Contá-la num único volume terminaria num livro superficial. Como, então, revelar? O escritor britânico Matthew Kneale, talvez por ser mais habituado à ficção, encontrou um jeito original onde os dramas ganham realce. Pinçou sete episódios — sete saques. Começa em 387 aC, quando os gauleses avançam, e encerra em 1944, quando são os americanos que chegam. E em cada um dos episódios, ricos em personagens, flagrantes de como a cidade foi e como lá se viveu são registrados. Roma, Uma História em Sete Invasões é uma história intensa e, em pouco mais de 15 horas de narração, Guilherme Maciel a avança de forma segura. É nossa sugestão de audiobook da semana.

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