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Nova polêmica do CEO do facebook, Mark Zuckerberg

02 Oct, 2019
O dia foi de tumulto pesado no Facebook. Duas horas de áudio gravadas de uma reunião aberta do CEO Mark Zuckerberg com funcionários foram vazadas para o Verge. Zuck falou sobre antitruste e concorrentes. “Tem gente como Elizabeth Warren que acredita que a melhor resposta é dividir as empresas”, falou. “Se ela for eleita presidente, aposto que teremos um desafio jurídico. Será uma droga para nós, mas, no fim das contas, se alguém vai ameaçar nossa existência, a gente vai ao tatame e luta.” Para o executivo, dividir as gigantes do Vale não resolverá problemas. “Isso não vai diminuir a possibilidade de interferência em eleições, vai é fazer com que seja mais fácil pois as empresas não poderão trabalhar juntas. É por isso que o Twitter não consegue fazer um trabalho tão bom quanto o nosso. Em termos qualitativos, eles têm os mesmos problemas. Mas não conseguem investir como nós. Investimos mais em segurança do que eles têm em faturamento.”Também demonstrou má vontade com testemunhos perante parlamentos. “Não vou a todas as oitivas pelo mundo. Muita gente diferente quer que eu faça isso. Quando a questão da Cabridge Analytica apareceu, fui ao Congresso americano e à União Europeia. Mas não faz qualquer sentido para eu ir testemunhar em tudo quanto é país que deseja me ouvir.”E se manifestou a respeito de Libra, a moeda virtual que deseja emplacar no mundo. “As questões públicas tendem a ser mais dramáticas, mas a parte mais difícil é o engajamento com reguladores pelo mundo e, com estes, tudo é mais substantivo. Como esses encontros não são feitos perante câmeras, então muitos dos detalhes avançam.”Leia e ouça o resumo, ou a íntegra. O furo é de Casey Newton.Uma das principais favoritas à candidatura democrata, junto ao ex-vice Joe Biden, Warren se manifestou pelo Twitter. “O que realmente seria uma ‘droga’ é se não consertássemos um sistema corrupto no qual empresas gigantes, como o Facebook, podem se dedicar a atividades anticompetitivas, ilegais, abusando dos direitos à privacidade dos consumidores e repetidamente ingorar suas responsabilidades de proteção da democracia.”Para Peter Kafka, um dos melhores comentaristas do tema, a gravação vazada é particularmente útil. É muito raro ouvir um Zuck espontâneo. Além disso, o vazamento surpreende. Faz anos que o CEO fala a grandes quantidades de funcionários. Nunca houve vazamento. A suspeita é de que a fonte do jornalista do Verge tenha sido um estagiário — e não só porque seria alguém novo na companhia. Há outro motivo: os áudios vêm de dois encontros do executivo. Um foi aberto a todos os funcionários. O outro, apenas a estagiários.

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